CIVIL, STJ

STJ – Jurisprudência em Teses. Edição nº 107: DOS CONTRATOS DE PROMESSA DE COMPRA E VENDA E DE COMPRA E VENDA DE BENS IMÓVEIS – I

Olá, caros leitores, tudo bem com vocês?

Foi feita uma votação no Instagram (@revisaotrf) para decidir qual post vocês gostariam de ver por aqui e o mais votado foi: Jurisprudência em Teses do STJ.

O tema da vez é: CONTRATOS DE PROMESSA DE COMPRA E VENDA E DE COMPRA E VENDA DE BENS IMÓVEIS!

A fim de facilitar a vida de vocês e possibilitar uma rápida revisão, segue a síntese dos julgados (com alguns destaques das partes mais relevantes):

DIREITO CIVIL

EDIÇÃO N. 107: DOS CONTRATOS DE PROMESSA DE COMPRA E VENDA E DE COMPRA E VENDA DE BENS IMÓVEIS – I

Entendimentos foram extraídos de julgados publicados até 18/06/2018

1) Na hipótese de descumprimento do prazo de entrega do imóvel objeto de contrato de compromisso de compra e venda ou de compra e venda, é possível cumular a cláusula penal decorrente da mora com a indenização por lucros cessantes pela não fruição do imóvel, pois aquela tem natureza moratória, enquanto esta tem natureza compensatória.

*Observação 1: Tese afetada para julgamento pelo rito dos recursos repetitivos – TEMA 970

*Observação 2: Vide Suspensão em Incidente de Resolução de Demandas Repetitivas – SIRDR – TEMA 1

2) A inexecução do contrato de promessa de compra e venda ou de compra e venda, consubstanciada na ausência de entrega do imóvel na data acordada, acarreta, além da indenização correspondente à cláusula penal moratória, o pagamento de indenização por lucros cessantes.

3) É possível a inversão da cláusula penal moratória em favor do consumidor, na hipótese de inadimplemento do promitente vendedor, consubstanciado na ausência de entrega do imóvel no prazo pactuado.

*Observação 1: Tese afetada para julgamento pelo rito dos recursos repetitivos – TEMA 971

*Observação 2: Vide Suspensão em Incidente de Resolução de Demandas Repetitivas – SIRDR – TEMA 1

4) Há presunção de prejuízo do promitente comprador a viabilizar a condenação por lucros cessantes pelo descumprimento do prazo para entrega de imóvel objeto de contrato de compromisso de compra e venda ou de compra e venda.

5) Em caso de rescisão de contrato de compra e venda de imóvel, a correção monetária do valor correspondente às parcelas pagas, para efeitos de restituição, incide a partir de cada desembolso.

6) Não é abusiva a cláusula de cobrança de juros compensatórios incidente em período anterior à entrega das chaves no contrato de promessa de compra e venda ou de compra e venda de imóveis em construção sob o regime de incorporação imobiliária.

7) Decretada a resolução do contrato de compra e venda de imóvel, com a restituição das parcelas pagas pelo comprador, o retorno das partes ao estado anterior implica o pagamento de indenização pelo tempo em que o comprador ocupou o bem, desde a data em que a posse lhe foi transferida.

8) O direito à adjudicação compulsória não se condiciona ao registro do compromisso de compra e venda no cartório de imóveis. (Súmula n. 239/STJ)

9) Havendo compromisso de compra e venda não levado a registro, a responsabilidade pelas despesas de condomínio pode recair tanto sobre o promitente vendedor quanto sobre o promissário comprador, dependendo das circunstâncias de cada caso concreto. (Tese julgada sob o rito do art. 543-C do CPC/73 – TEMA 886)

10) O promitente comprador do imóvel e o proprietário/promitente vendedor são contribuintes responsáveis pelo pagamento do IPTU. (Tese julgada sob o rito do art. 543-C do CPC/73 – TEMA 122)

Fonte (e íntegra) dessa edição da Jurisprudência em teses: AQUI (STJ)


E aí, pessoal, gostaram do post de hoje?

Fiquem ligados no Instagram (@revisaotrf).

Quer ser aprovado para Juiz Federal? SIM!!

Abraços e até a próxima!

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CIVIL, LEI SECA, TRF3

SIMULADO (inédito) DE LEI SECA – PARTE GERAL DO CÓDIGO CIVIL

Olá, pessoal, tudo bem?

Conforme anunciado nos stories do Instagram @revisaotrf faremos um simulado de lei seca de Direito Civil (conforme vocês votaram).

Escolhemos a parte geral do CC, pois não são muitos artigos e SEMPRE cai algo dali, ok?

Primeiro vamos colocar as questões “secas” e, na sequência, seguirão breves comentários das respostas, de modo a ser bem objetiva e rápida a nossa revisão, está ok?

Peguem uma caneta, uma folha para anotar suas respostas e vamos lá!

RESPONDA CERTO OU ERRADO:

1. São absolutamente incapazes aqueles que, por causa permanente, não puderem exprimir sua vontade.

2. Para que se possa alterar o estatuto da fundação é necessária a aprovação da reforma pelo órgão do Ministério Público no prazo máximo de 45 (quarenta e cinco) dias, findo o qual ou no caso de o Ministério Público a denegar, poderá o juiz supri-la, a requerimento do interessado.

3. O domicílio necessário do marítimo é onde o navio estiver matriculado; e o do preso, o lugar em que cumprir a sentença.

4. O domicílio necessário dos militares do Exército é a sede do comando a que se encontrar imediatamente subordinado.

5. Considera-se móvel, para os efeitos legais, o direito à sucessão aberta.

6. As edificações que, separadas do solo, mas conservando a sua unidade, forem removidas para outro local, não perdem o caráter de imóveis.

7. São móveis, para os efeitos legais, direitos reais sobre objetos móveis e as ações correspondentes. 

8. São imóveis, para os efeitos legais, as energias que tenham valor econômico.

9. São benfeitorias os bens que, não constituindo partes integrantes, se destinam, de modo duradouro, ao uso, ao serviço ou ao aformoseamento de outro.

10. A escritura pública é essencial à validade de negócio jurídico que vise à modificação de direito real sobre imóvel de valor superior a trinta vezes o maior salário mínimo vigente no país. 

11. No caso de coação exercida por terceiro, é irrelevante para aferição da validade do negócio jurídico o conhecimento da parte que dela aproveite.

12. Condições física ou juridicamente impossíveis, quando suspensivas, invalidam o negócio jurídico.

13. Encargo ilícito ou impossível considera-se não escrito, em regra.

14. Condições incompreensíveis ou contraditórias não invalidam o negócio jurídico. 

15. As partes podem alterar, por meio de acordo, os prazos de prescrição.

16. Não corre a prescrição tanto contra os absolutamente, quanto contra os relativamente incapazes.

17. A interrupção da prescrição por um dos credores solidários aproveita aos outros; mas a interrupção efetuada contra o devedor solidário, não prejudica os demais e seus herdeiros.

18. Prescreve em cinco anos a pretensão de cobrança de dívidas líquidas constantes de instrumento público ou particular.

19. Prescreve em três anos  a pretensão do vencedor para haver do vencido o que despendeu em juízo.

20. Se a decadência for legal ou convencional, o juiz pode suprir a alegação, uma vez que se trata de matéria de ordem pública.

RESPOSTAS COMENTADAS:

1. ERRADO. CC, art. 4º São incapazes, relativamente a certos atos ou à maneira de os exercer: III – aqueles que, por causa transitória ou permanente, não puderem exprimir sua vontade; (Redação dada pela Lei nº 13.146, de 2015)

2. CERTO. CC, art. 67. Para que se possa alterar o estatuto da fundação é mister que a reforma: III – seja aprovada pelo órgão do Ministério Público no prazo máximo de 45 (quarenta e cinco) dias, findo o qual ou no caso de o Ministério Público a denegar, poderá o juiz supri-la, a requerimento do interessado. (Redação dada pela Lei nº 13.151, de 2015)

3. CERTO. (ver fundamento abaixo)

4. ERRADO.

Fundamento questões 3 e 4 – CC:

Art. 76. Têm domicílio necessário o incapaz, o servidor público, o militar, o marítimo e o preso.

Parágrafo único. O domicílio do incapaz é o do seu representante ou assistente; o do servidor público, o lugar em que exercer permanentemente suas funções; o do militar, onde servir, e, sendo da Marinha ou da Aeronáutica, a sede do comando a que se encontrar imediatamente subordinado; o do marítimo, onde o navio estiver matriculado; e o do preso, o lugar em que cumprir a sentença.

5. ERRADO. CC, art. 80. Consideram-se imóveis para os efeitos legais:
I – os direitos reais sobre imóveis e as ações que os asseguram;
II – o direito à sucessão aberta.

6. CERTO. CC, art. 81. Não perdem o caráter de imóveis:
I – as edificações que, separadas do solo, mas conservando a sua unidade, forem removidas para outro local;
II – os materiais provisoriamente separados de um prédio, para nele se reempregarem.

7. CERTO (ver fundamento abaixo)

8. ERRADO.

Fundamento questões 7 e 8:

CC, art. 83. Consideram-se móveis para os efeitos legais:
I – as energias que tenham valor econômico;
II – os direitos reais sobre objetos móveis e as ações correspondentes;
III – os direitos pessoais de caráter patrimonial e respectivas ações.

9. ERRADO. CC, art. 93. São pertenças os bens que, não constituindo partes integrantes, se destinam, de modo duradouro, ao uso, ao serviço ou ao aformoseamento de outro.


Leia mais: E aí, você deseja passar ou ficar só no quase?


10. CERTO. CC, art. 108. Não dispondo a lei em contrário, a escritura pública é essencial à validade dos negócios jurídicos que visem à constituição, transferência, modificação ou renúncia de direitos reais sobre imóveis de valor superior a trinta vezes o maior salário mínimo vigente no País.

11. ERRADO. CC, art. 155. Subsistirá o negócio jurídico, se a coação decorrer de terceiro, sem que a parte a que aproveite dela tivesse ou devesse ter conhecimento; mas o autor da coação responderá por todas as perdas e danos que houver causado ao coacto.

12. CERTO. (ver fundamento abaixo)

13. CERTO (ver fundamento abaixo)

14. ERRADO

Fundamento questões 12 a 14:

Art. 123. Invalidam os negócios jurídicos que lhes são subordinados:
I – as condições física ou juridicamente impossíveis, quando suspensivas;
II – as condições ilícitas, ou de fazer coisa ilícita;
III – as condições incompreensíveis ou contraditórias.

Art. 137. Considera-se não escrito o encargo ilícito ou impossível, salvo se constituir o motivo determinante da liberalidade, caso em que se invalida o negócio jurídico.

15. ERRADO. CC, art. 192. Os prazos de prescrição não podem ser alterados por acordo das partes.

16. ERRADO. CC, art. 198. Também não corre a prescrição:
I – contra os incapazes de que trata o art. 3º [apenas os absolutamente incapazes]

17. ERRADO. CC, art. 204. A interrupção da prescrição por um credor não aproveita aos outros; semelhantemente, a interrupção operada contra o co-devedor, ou seu herdeiro, não prejudica aos demais coobrigados.
§ 1o A interrupção por um dos credores solidários aproveita aos outros; assim como a interrupção efetuada contra o devedor solidário envolve os demais e seus herdeiros.

18. CERTO (CC, art. 206, §5º, I)

19. ERRADO. Prescreve em CINCO anos a pretensão do vencedor para haver do vencido o que despendeu em juízo (CC, art. 206, §5º, III).

20. ERRADO. CC, art. 211. Se a decadência for convencional, a parte a quem aproveita pode alegá-la em qualquer grau de jurisdição, mas o juiz não pode suprir a alegação.

Faça mais questões: TRF3: questões da prova de 2016. Constitucional.


Que tal, gostaram?

Como foi o desempenho de vocês?

Deixem nos comentários abaixo.

Prazos para recursos: 1 dia útil (hehe).

Abraços e até a próxima.

CIVIL, PROCESSO CIVIL, TRF3

Fraude contra credores x fraude à execução.

Olá, meus caros, tudo certo?

A dica de hoje é de Direito Civil e Processo Civil. Iremos fazer breves apontamentos acerca das principais distinções da fraude contra credores e da fraude à execução. 

Segue um breve resumo sobre o tema:

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Bibliografia utilizada: FARIAS, Cristiano Chaves de, et. al., Manual de Direito Civil, 2018, 2. ed., p. 565.

Leia mais: “Eu não passei por duas questões”, “Fiquei por 0,3 ponto nessa prova”. E aí, você deseja passar ou ficar só no quase?


E aí, gostaram da dica de hoje?

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Abraços e até mais!